Polícia identifica suspeitos de participar da morte de arquiteto baleado após atropelar assaltante
03/04/2025
(Foto: Reprodução) Deic procura dois homens para tentar prendê-los. Eles são apontados como criminosos que roubaram uma pedestre e mataram Jefferson Dias. Câmera gravou momento em que vítima jogou seu carro contra a moto de um dos ladrões. Quem era o arquiteto morto tentando impedir assalto no Butantã
A Polícia Civil de São Paulo identificou dois suspeitos de participarem da morte do arquiteto baleado após atropelar um assaltante, na terça-feira (1º) na Zona Oeste de São Paulo. Câmeras de segurança gravaram o crime (veja vídeos nesta reportagem).
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) não divulgou os nomes dos investigados, que são procurados. Um deles é o criminoso que atirou na vítima e outro o que o ajudou a fugir.
"As diligências levadas a efeito pelas equipes da especializada possibilitaram a identificação tanto do atirador, como do indivíduo que fazia sua escolta e deu fuga após a realização dos disparos", informa trecho de nota divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). "Diligências são realizadas para a localização e prisão dos autores, cujas qualificações serão inicialmente preservadas visando a efetividade das investigações."
O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte) porque Jefferson Dias tentou impedir o criminoso de fugir com a aliança e celular que havia acabado de roubar de uma pedestre. Para isso, o arquiteto jogou o seu carro em cima do bandido, que estava numa moto no bairro Butantã.
O ladrão caiu com o veículo na Rua Desembargador Armando Fairbanks. As imagens também mostram o momento em que ele se levanta, saca a arma e atira no motorista do carro. Jefferson foi atingido por três disparos fatais.
O amigo de Jefferson que estava no banco do carona conseguiu correr. O criminoso largou a moto, que, segundo a polícia, era roubada, e fugiu a pé.
A mulher vítima do assalto não se feriu. Uma ambulância socorreu o arquiteto e o levou para o Hospital Universitário, mas ele não resistiu aos ferimentos. Jefferson tinha 43 anos.
Arquiteto morto ao atropelar ladrão em tentativa de roubo no Butantã era recém-casado
Ele era recém-casado e planejava ter filhos.
"Tinha se casado recentemente. Então, era um desejo deles ter uma família e filhos e, infelizmente, [isso] foi interrompido. Vai faltar ele em todos os almoços aqui em casa, vai faltar ele mandando mensagem. Vai ser horrível, vai faltar um pedaço gigante", disse Jaqueline Dias, irmã do arquiteto, em entrevista à TV Globo.
A família do arquiteto já havia passado por outro crime quando Jefferson tinha 7 anos de idade. Naquela ocasião, o pai dele tinha um bar e foi assassinado a tiros durante uma briga no local.
O velório e o enterro dele serão realizados nesta quinta-feira (3) no Cemitério Parque dos Ypês, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
Estatísticas criminais
Arquiteto havia se casado recentemente
Reprodução
A morte do arquiteto se soma às estatísticas de latrocínios. De acordo com dados da secretaria, no primeiro bimestre deste ano, foram registrados 9 casos na cidade de São Paulo.
Em comparação ao mesmo período de 2024, quando houve 12 latrocínios, a redução foi de 25%.
Já os homicídios dolosos (quando há intenção de matar) cresceram 16% no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2025, foram registrados 94 casos, com um total de 95 vítimas. No mesmo período de 2024, foram 81 casos e 85 vítimas.
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