Ex-diretor de escola de Cachoeira Paulista (SP) é preso em operação que investiga suspeita de desvios de materiais e furto de merenda
03/04/2025
(Foto: Reprodução) Segundo a PF, a escola fica na zona rural da cidade. Policiais federais cumpriram três mandados de busca e apreensão em Cachoeira Paulista e Itajubá (MG) nesta quinta (3). Computador apreendido na casa de ex-diretor suspeito de desvios em escola de Cachoeira Paulista
Laurene Santos/TV Vanguarda
O ex-diretor de uma escola na zona rural de Cachoeira Paulista (SP) foi preso em uma operação que investiga suspeita de desvio de materiais e furto de merenda no setor de educação da cidade.
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De acordo com a Polícia Federal, policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão no início da manhã - um em Cachoeira Paulista e dois em Itajubá, no interior de Minas Gerais.
Um dos endereços em que a PF fez buscas foi a casa do ex-diretor, que foi identificado como Almir José Euzébio do Prado, que acabou preso em flagrante por peculato. O g1 tenta contato com a defesa dele. Um computador da Prefeitura de Cachoeira Paulista foi encontrado na casa do suspeito e apreendido pelos policiais.
O objetivo das buscas foi desarticular um esquema suspeito de desviar materiais escolares da escola municipal Maria Zélia Freitas Lorena, bairro rural do Embauzinho, de Cachoeira Paulista.
As investigações começaram quando a Polícia Federal recebeu uma denúncia de que os alunos não tinham material escolar e "condições mínimas" para aprender na escola, o que levantou a suspeita de desvio.
Polícia Federal faz operação em Cachoeira Paulista
Durante as investigações, a PF descobriu que os investigados criaram empresas fictícias para terem acesso a contratos com a prefeitura da cidade.
Segundo a denúncia, materiais escolares - que deveriam ser usados pelos alunos - chegaram ser encontrados na casa do ex-diretor da escola rural.
Além disso, os policiais federais descobriram também que o ex-diretor é suspeito de estar envolvido em falsificação de documentos públicos para furtar merenda escolar.
A operação recebeu o nome de 'Alvo 53', em alusão ao artigo 53 Estatuto da Criança e Adolescência, que garante o direito à educação.
A Polícia Federal informou que os crimes investigados são peculato, associação criminosa, fraude licitatória e falsificação de documento público contra a escola rural da cidade.
Casos os crimes sejam constatados, os investigados podem ser condenados a 20 anos de prisão.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Cachoeira Paulista (SP), Breno Anaya (PP), confirmou a operação realizada pela PF na área da educação da cidade, mas afirmou que os crimes investigados não tem relação com a atual gestão municipal.
O último prefeito da cidade, Antônio Carlos Mineiro (Avante) informou que abriu um processo administrativo contra o ex-diretor e registrou um boletim de ocorrência quando recebeu a denúncia sobre o caso.
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